UA-163577615-1

O uso de gatilhos mentais na arte de gerir pessoas.


Um dos maiores desafios da humanidade continua sendo desvendar o que acontece por trás da mente dos seres humanos. Essa, pode modelar o cérebro, uma vez que, os pensamentos e as emoções produzidos são capazes de agir de volta sobre esse órgão tão fantástico e exagerado, e dessa forma afetar suas conexões, funções e estrutura. Mas o que quero dizer com tudo isso? O cérebro é tão especial que possui mais conexões que o número de estrelas em nossa galáxia, além de ter a capacidade de produzir energia suficiente para acender uma lâmpada com 25 Watts, mas ainda mais importante que isso, o cérebro tem o poder de influenciar nossa mente, e essa por sua vez, também o influencia, estando, pois, interligados.

Ao despertar o interesse sobre a complexidade desta máquina humana, o cérebro, segundo Augusto Cury, psiquiatra que estuda sobre o funcionamento da mente e o processo de construção do pensamento, que nosso cérebro é detentor de um mecanismo que filtra todas informações que serão arquivadas. À medida que os eventos vão surgindo, em frações de segundos e de forma imperceptível, o cérebro realiza uma avaliação e decide o que é adequado ou não para ser armazenado. Pois, caso reuníssemos tudo que vivemos ao longo de nossa vida, estaríamos correndo perigo em perder a capacidade de armazenar informações.

Existe um fenômeno, denominado de Auto-fluxo, o qual explica que desde o ventre da mãe, o bebê vai criando padrões, ao passo que ao receber informações, elabora comportamentos para cada evento gravado e isso perdura até sua adolescência. É por esse motivo que mencionam que o caráter de um indivíduo é formado durante a infância.

Os gatilhos mentais não ficam armazenados no córtex, mas numa parte chamada de cérebro límbico, ou cérebro reptiliano, e exatamente por esse motivo não raciocinamos na tomada de certas decisões. Se vocês pararem um pouco para pensar, irão perceber que no nosso dia a dia praticamos vários rituais, por exemplo, escovamos os dentes da mesma maneira, penteamos o cabelo para o mesmo lado. Desse modo também criamos padrões em atividades simples.

O que estou dizendo é que, com o objetivo de economizar energia e aumentar a vida do nosso cérebro, nós, seres humanos, tivemos a capacidade de criar respostas automáticas para determinados eventos. É aí que entra em cena uma série de eventos com gatilhos prontos para disparar comportamentos de forma involuntária. Pensemos da seguinte maneira: Você está em uma rua procurando por uma lanchonete. Tem duas lanchonetes, uma de cada lado da rua. A lanchonete da sua esquerda está vazia, enquanto que, a lanchonete da sua direita está completamente lotada. Qual das duas você escolheria?

Provavelmente você escolheria a lanchonete mais lotada, pois seria permeado de vários pensamentos, como por exemplo: “Se está lotada, então deve ser boa!”, “A lanchonete vazia deve ser ruim demais ou bastante cara.”, e outros pensamentos desse tipo viriam à sua cabeça.

Tenho uma explicação para o exemplo acima, trata-se do gatilho mental de comunidade. A raça humana tem a predisposição natural em seguir o que a comunidade está seguindo, seja tanto no âmbito pessoal quanto profissional. A mensagem que quero trazer é para sua imagem como gestor e também para a motivação que o seu staff tem em executar qualquer projeto.

Seguindo esse raciocínio, pense comigo, será que é realmente necessário conquistar de forma absoluta toda a equipe para que o trabalho seja bem feito? Muito provavelmente, a resposta é não! Na verdade, o que de fato um gestor necessita é conhecer bem todo o grupo com quem está trabalhando e procurar manter um bom relacionamento com o mesmo. Com isso, a motivação poderá ser feita na maior parte da equipe, e a partir disso o restante tenderá a seguir o exemplo da maioria.

Contudo, esse pensamento não significa que devemos reduzir a necessidade de atenção em todos os membros da equipe, principalmente com aqueles que se encontram desmotivados e podem atrair juntamente os demais para a zona de desinteresse. Neste caso, uma falha de percepção do gestor seria trágica, pois caso a desmotivação de alguns acabe afetando os demais, os poucos motivados que tenham restado, provavelmente, em um pequeno espaço de tempo não terão estímulos para reverter o quadro, e com isso a equipe inteira acabaria perdendo o brilho e a motivação.

É por isso que quero te afirmar sobre o quanto é imprescindível estar verdadeiramente junto à sua equipe, pois conhecer os membros acaba não se resumindo apenas a uma boa prática, mas é uma atitude fundamental para quem deseja uma grande performance e voos cada vez mais altos.

Quer ver mais assuntos como este? Acesse nosso blog clicando na imagem abaixo.


CONTATO

  • Instagram - White Circle
  • LinkedIn - Círculo Branco

UFPB Campus I, Castelo Branco, João Pessoa-PB, +55 83 8206-1669- contato@ejprojeq.com

CNPJ: 23793980000122